Categoria: Operacional

  • Torre de Controle no SSW: como acompanhar embarques sem depender de telefone e planilha

    “Onde está o caminhão da NTV008662?” é a pergunta que mais consome tempo do time operacional de qualquer transportadora — e a resposta quase sempre vem de um telefonema, um grupo de WhatsApp ou uma planilha desatualizada. O SSW já tem todos os dados para responder essa pergunta sozinho. O problema não é falta de informação, é falta de uma torre de controle que organize o que já existe.

    📡 O que é uma torre de controle, na prática

    Torre de controle não é um sistema novo para comprar — é uma forma de olhar para os dados que sua operação já gera. No SSW isso significa cruzar três fontes que normalmente ficam isoladas: os MDF-es (situação AUTORIZADA, ENCERRADA ou CANCELADA — ou seja, se o caminhão ainda está em trânsito ou já chegou), os CTRCs vinculados a cada manifesto (Tela 455) e as ocorrências operacionais registradas ao longo do trajeto. Sozinhos, cada relatório conta só parte da história. Cruzados, eles respondem sozinhos “onde está essa carga agora e o que falta para fechar essa viagem”.

    🚛 Por que “ENCERRADA” não é a mesma coisa que “entregue”

    Um erro comum é tratar o status fiscal do MDF-e como se fosse o status da entrega. Na prática: AUTORIZADA significa MDF-e ativo no SEFAZ, caminhão em trânsito. ENCERRADA significa que o MDF-e foi encerrado fiscalmente ao chegar no destino — a viagem física terminou — mas isso não garante que os CTRCs já foram baixados (Tela 384) nem que o saldo do frete foi pago. Uma torre de controle de verdade separa esses dois eventos, porque cobrar um cliente ou fechar um frete de terceiro exige olhar para o CTRC e para o pagamento, não só para o manifesto.

    🚩 Sinais de que sua operação ainda não tem torre de controle

    • O gestor descobre um MDF-e parado há dias porque o motorista ligou reclamando, não porque o sistema avisou.
    • Ninguém sabe, sem exportar e cruzar duas ou três telas do SSW, quantas viagens estão em trânsito agora.
    • CTRCs ficam “esquecidos” sem baixa na Tela 384 porque nenhum relatório cruza manifesto encerrado com CTRC pendente.
    • O pagamento do frete ao motorista ou agregado (Tela 486/611) só é conferido quando ele reclama que não recebeu.

    ⚙️ Como montar isso sem comprar um sistema novo

    O SSW já expõe, via telas e relatórios, tudo que uma torre de controle precisa: MDF-e (Tela 023), CTRCs (Tela 455), pagamentos a fornecedores (Tela 486/611). O que falta normalmente não é dado — é automação para extrair, cruzar e alertar. Um robô que sincroniza essas telas todos os dias, junta manifesto, CTRC e pagamento pela placa do veículo, e mostra tudo num painel único transforma três telas separadas do SSW numa visão só: viagem por viagem, com status, custo e margem.

    É exatamente esse o princípio por trás da Torre de Controle de Embarques da Motiq: nenhum dado novo para digitar, nenhum sistema paralelo — só os dados que o SSW já tem, organizados para responder a pergunta operacional mais repetida da empresa antes que alguém precise ligar para perguntar.

    Conheça como a Motiq conecta no SSW e monta sua torre de controle automaticamente.

  • O Fim do CNPJ Só com Números: Como a Nova Regra Alfanumérica Impacta sua Empresa

    O Fim do CNPJ Só com Números: Como a Nova Regra Alfanumérica Impacta sua Empresa

    Se a sua empresa lida diariamente com cadastros, faturamento ou automação de dados, é bom começar a preparar a sua infraestrutura. A Receita Federal publicou a Instrução Normativa RFB nº 2.229, oficializando uma das maiores mudanças estruturais na identificação de empresas no Brasil: a chegada do CNPJ Alfanumérico.

    A partir de julho de 2026, os novos registros de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica deixarão de ser compostos exclusivamente por números e passarão a incluir letras, impactando diretamente a rotina de softwares em todo o país.

    Mas o que isso significa na prática? Nós do Motiq resumimos os pontos principais para você e seu time de TI não serem pegos de surpresa.

    🔢 O que muda na estrutura do documento?

    O tamanho do documento continuará o mesmo. O novo formato manterá as tradicionais 14 posições, mas agora funcionará como uma mistura de letras e números. Além disso, a fórmula matemática responsável por calcular os dois últimos números (os dígitos verificadores) será alterada para conseguir processar os caracteres alfabéticos.

    Ponto de atenção: Os CNPJs numéricos que já existem não vão mudar. A nova regra e a nova estrutura valem apenas para os registros gerados a partir da data de virada do sistema do governo.

    💡 Por que essa mudança é necessária?

    A resposta é simples: limite matemático. Com o crescimento acelerado da abertura de novas matrizes e filiais no Brasil, a combinação puramente numérica do CNPJ estava prestes a se esgotar. A inclusão das letras do alfabeto garante uma sobrevida gigantesca e amplia exponencialmente a disponibilidade de novos registros.

    💻 O Impacto Direto nos Sistemas e Automações

    É aqui que mora o verdadeiro desafio. Durante décadas, a imensa maioria dos sistemas corporativos foi programada com uma regra básica: o campo de CNPJ só aceita números.

    Seja no ERP de gestão que a sua empresa utiliza, nos scripts em Python que automatizam a extração de dados logísticos, ou até mesmo nas rotinas das planilhas financeiras de contas a pagar e receber, a forma como os dados são validados precisará ser reescrita. Se um software hoje bloqueia a digitação de uma letra no espaço do CNPJ, ele inevitavelmente vai travar quando você tentar cadastrar um novo cliente ou fornecedor a partir de 2026.

    O que sua operação precisa fazer agora?

    1. Mapeamento Interno: Identifique todos os sistemas, integrações de banco de dados, APIs e formulários web que armazenam ou validam CNPJs.
    2. Contato com Fornecedores: Certifique-se de que a empresa que fornece seu sistema de gestão (ERP) e seu emissor de notas fiscais já está trabalhando nas atualizações para aceitar o formato alfanumérico.
    3. Revisão de Automações: Se você possui robôs ou macros rodando internamente para compilar relatórios, o código deles precisará ser ajustado para ler caracteres do tipo “texto” (string) e não apenas “inteiros” (int) nesses campos.

    A mudança oficial já ocorre agora em Julho de 2026, mas, em tecnologia e processos de negócio, deixar as adequações para a última hora é sinônimo de faturamento travado.

    Fique de olho aqui no blog Motiq para mais atualizações sobre o universo da tecnologia, gestão e inovação!

    Fonte RFB: http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?idAto=141102#:~:text=IN%20RFB%20n%C2%BA%202229%2F2024&text=Altera%20a%20Instru%C3%A7%C3%A3o%20Normativa%20RFB,da%20Receita%20Federal%20do%20Brasil

  • CIOT no SSW: tudo que você precisa saber sobre a atualização de junho/2026

    CIOT no SSW: tudo que você precisa saber sobre a atualização de junho/2026

    Essa nova atualização do SSW traz ótimas notícias e deixa o cenário do “CIOT para Todos” bem mais claro, principalmente no que diz respeito ao dia a dia operacional e aos prazos da SEFAZ.

    Aqui está um resumo mastigado e prático com o que você realmente precisa saber sobre esse comunicado de 12/06/2026:

    🚨 As Duas Informações Mais Importantes

    Alívio no prazo: A Receita Federal só passará a rejeitar o MDF-e sem CIOT no dia 23/11/2026. Ou seja, até lá, a SEFAZ continuará permitindo a emissão do MDF-e mesmo se o CIOT não for gerado. Você tem tempo para ajustar os processos.

    Regra do Piso Mínimo: A validação do piso mínimo de frete pela ANTT só vai acontecer em operações do tipo LOTAÇÃO (quando o MDF-e possui um único documento/CTRC). Se for fracionado (mais de um CTRC), não há essa checagem rígida do piso.

    🛠️ Situação dos Sistemas e Prazos de Ajuste

    Para veículos de Autônomos/Agregados (TAC = S via IPEFs):

    O processo para gerar o CIOT Agregado ainda está instável em algumas integradoras, mas os prazos de correção são:

    • Pamcard: Previsão de liberação para 15/06/2026.
    • E-frete, Extratta e Target: Estão corrigindo erros que travam o encerramento do CIOT Agregado.

    Vantagem para ETC: O SSW está criando uma integração direta para gerar o CIOT para outras transportadoras subcontratadas (TAC = N) sem que você precise do certificado digital delas.

    Para veículos Frota ou Terceiros Empresa (TAC = N via SSW): A emissão é feita pelo próprio SSW direto na ANTT.

    🚀 Principais Melhorias Liberadas no SSW

    Para evitar erros de validação da ANTT, o SSW liberou ajustes manuais importantes na Opção 072:

    • Natureza da Carga: Agora você pode informar ou alterar manualmente (útil para quando a NF-e vem sem o código NCM).
    • Rota e Distância: Se a rota automática (da Opção 403) calcular a quilometragem errada, você pode corrigir a distância sugerida na tela.
    • Automação de Saída: Se você tentar emitir o MDF-e na Opção 025 e o sistema notar que falta o CIOT, ele abrirá a Opção 072 automaticamente.
    • Geração Automática no Romaneio: As opções 236 e 035 agora geram o CIOT na ANTT de forma 100% automática ao emitir o MDF-e.

    🔄 O Fluxo Correto de Emissão no SSW

    Para não dar erro, a sequência de telas no sistema precisa ser exatamente esta:

    [Opção 020] Emissão do Manifesto (Define a carga)
           ↓
    [Opção 072] Emissão do CIOT (Define valores e dados da contratação)
           ↓
    [Opção 025] Emissão do MDF-e (Envia tudo para a Receita/SEFAZ)
    

    💡 Nota: Como o CIOT agora é digital e não gera papel físico, você pode consultar o número gerado no histórico de ocorrências (Opção 023 para Frota/ETC ou Opção 036 se gerado via Romaneio), ou direto no site da ANTT.

    Ficou mais claro como o sistema vai se comportar agora com essas novas opções? Se precisar de ajuda para entender como aplicar alguma dessas telas específicas no seu fluxo, fale com a gente.